Mas gosto, gosto das pessoas. Não sei me comunicar com elas, mas gosto
de vê-las, de estar ao seu lado, saber suas tristezas, suas esperas,
suas vidas. Às vezes também me dá uma bruta raiva delas, de sua
tristeza, sua mesquinhez. Depois penso que não tenho o direito de julgar
ninguém, que cada um pode — e deve — ser o que é, ninguém tem nada com
isso. Em seguida, minha outra parte sussurra em meus
ouvidos que aí, justamente aí, está o grande mal das pessoas: o fato de
serem como são e ninguém poder fazer nada. Só elas poderiam fazer
alguma coisa por si próprias, mas não fazem porque não se vêem, não
sabem como são. Ou, se sabem, fecham os olhos e continuam fingindo, a
vida inteira fingindo que não sabem.
3 comentários:
GOSTEI DO SEU BLOG MAIS QUERIA ENTENDER UM POUCO MAIS DO SEU LADO FILOSÓFICO,MAIS TARDE ENTRO PRA MAIS DETALHES PAZ SEJA NA TUA VIDA,APRENDEREMO MUITOS UM COM O OUTRO
Olá.
Não olhei em teu perfil, mas parecem palavras de pessoa dos signo de peixes.
Muito bom.
Não,, Não César. Meu signo é Aquário.
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